Com um olho na contemporaneidade e outro em suas raízes, a artista plástica Julieta Pontes diz que se apaixona a cada série e exposição. Tem que amar, se apaixonar e sofrer, esse é o processo, diz ela.
Vinda de escola acadêmica, que explica ser a sua base, mas nunca sua limitação, ela transita por temas primitivos como Índios, pré-história e a matéria natural de que tudo é feito. Ela se diz uma artista de gosto eclético e de ter sofrido influência de várias escolas. Diz ela: Gosto de muita coisa na arte, basta bater o coração mais forte e já defendo a idéia.
Sua obra é o resultado de uma avaliação geral do sentimento artístico que aparentemente mudou na forma, mas segue o mesmo questionamento. Seu trabalho chama atenção pelas cores fortes e traços vigorosos, resultando numa mescla de textura e elementos estéticos que dirige o observador para dentro da obra e à introspecção.
Tendo realizado exposições na França e Estados Unidos, Julieta Pontes acha que falta muito ainda para o que pretende fazer, e que o seu desejo de realizar aumenta a cada dia. Segundo ela: “É bom poder passar idéias para as pessoas e participar dessa energia que só a arte traduz”.


